terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
O que vi em um Concílio de Pastores
Estou regressando de uma viagem... De forma alguma poderá ser classificada como "mais uma viagem" dentre tantas que fazemos.
Participei em Foz do Iguaçu (PR) do I Concílio Ministerial da DSA (Divisão Sul Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia) que aconteceu entre os dias 24 a 28 de maio de 2011.
Oito países representados. Mais de quatro mil pastores reunidos!!!
O que vi ali?
Vi pastores que chegaram cheios de expectativas e retornaram com todas elas superadas.
Vi pastores dos mais diferentes territórios de trabalho (alguns quase que isolados na imensidão da Amazônia, outros que cumprem sua missão em metrópoles com milhões de habitantes), todos com a mesma mensagem no coração, perseguindo a mesma missão!!!
Vi pastores, que independente de suas funções ou posições, oravam juntos em busca de reavivamento e reforma.
Vi pastores abraçando e sendo abraçados, com um brilho no olhar ao reencontrar colegas distantes, porém, jamais esquecidos.
Vi pastores que louvavam juntos e cantavam da "bendita esperança" como se a realidade desta estaria chegando nas próximas horas!!!
Vi pastores que sem hesitar, saíram para as ruas da cidade, distribuindo 48 mil livros aos lares de Foz do Iguaçu - e voltaram querendo compartilhar a alegria daquela experiência...
Vi pastores que se reuniam, nos corredores ou em alguma sala do concílio para orarem uns pelos outros e por milhares que só conhecerão realmente no Céu...
Vi pastores que atenderam cada apelo, cada convocação, cada desafio na certeza que o Espírito Santos os capacitariam para realização da missão, não importando suas dificuldades.
Vi pastores voltando para casa, levando no coração a mesma conclusão: "Que encontro!!!"
Estava lá... Fiz parte e vivi cada uma destas coisas...
Não participamos apenas de um concílio.
Foi muito mais que isso: vivemos uma experiência!!!
Inesquecível, ímpar, celestial!!!
Como pastor de um rebanho e ovelha de um Pastor, volto à minha igreja com um grande objetivo: fazer com que ela viva estas mesmas emoções e tenham diante de seus olhos, e dentro de seus corações a mesma paixão!!!
Que venha o próximo concílio... Ou ainda melhor:
"Ora vem Senhor Jesus".
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Dez coisas a serem aprendidas com o Japão
1 – A CALMA: Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando
e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.
2 – A DIGNIDADE: Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma
palavra dura e nenhum gesto de desagravo.
3 – A HABILIDADE: Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios
balançaram, mas não caíram.
4 – A SOLIDARIEDADE: As pessoas compravam somente o que real-
mente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar al-
guma coisa.
5 – A ORDEM: Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesa-
do nas estradas. Apenas compreensão.
6 – O SACRIFÍCIO: Cinquenta trabalhadores ficaram para bombear
água do mar para os reatores da usina de Fukushima.
"Como poderão ser recompensados?"
7 – A TERNURA: Os restaurantes cortaram pela metade seus preços.
Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes
cuidavam dos fracos.
8 – O TREINAMENTO: Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e
fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.
9 – A IMPRENSA: Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias.
Nada de reportagens sensacionalistas. Apenas calmas reportagens
dos fatos.
10 – A CONSCIÊNCIA: Quando a energia acabava em uma loja, as pes-
soas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.
Que povo admirável!
Temos muito que aprender!
PS: Obrigado Kátia Rocha por compartilhar através de e-mail o texto.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Traduções contemporâneas dos dez mandamentos
I Não terás outros deuses
Não crerás na existência de outros deuses, senão de Deus.
Não explicarás o universo senão em relação a Deus.
Não terás outro critério de verdade senão Deus.
Não te relacionarás com pseudodivindades, senão com Deus.
Não dependerás de falsos deuses, senão de Deus.
Não terás satisfação em nada que exclua Deus.
II Não farás imagens
Não tratarás como Deus o que não é Deus.
Não compararás Deus com qualquer de suas criaturas.
Não atribuirás poder divino a qualquer das criaturas de Deus.
Não colocarás nenhuma criatura entre ti e o teu Deus.
Não diminuirás Deus para que possas compreendê-lo ou dominá-lo.
Não adorarás qualquer criatura que pretenda representar Deus.
III Não tomarás o nome do teu Deus em vão
Não dissociarás o nome da pessoa de Deus.
Não colocarás palavras na boca de Deus.
Não te esconderás atrás do nome de Deus.
Não usarás o nome de Deus para te justificares.
Não te relacionarás com uma idéia a respeito de Deus, senão com o próprio Deus.
Não semearás dúvidas respeito do caráter e da identidade de Deus.
IV Lembra-te do sábado
Não deixarás de dedicar tempo exclusivamente para Deus.
Não deixarás de prestar atenção em Deus.
Não deixarás de descansar em Deus.
Não derivarás teu valor da tua produtividade.
Não tratarás a vida como tua conquista.
Não deixarás de reconhecer que em tudo dependes de Deus.
V Honra teu pai e tua mãe
Não negarás tua origem.
Não terás vergonha do teu passado.
Não deixarás de fazer as pazes com tua história.
Não destruirás a família.
Não banalizarás a autoridade dos pais em relação aos filhos.
Não deixarás teu pai e tua mãe sem o melhor dos teus cuidados.
VI Não matarás
Não tirarás a vida de alguém.
Não tirarás ninguém da vida.
Não negarás o perdão
Não farás justiça com tuas mãos movidas pelo ódio.
Não negarás ao outro a oportunidade de existir na tua vida.
Não construirás uma sociedade que mata.
VII Não adulterarás
Não farás sexo.
Não farás sexo na imaginação.
Não farás sexo virtual.
Exceto com teu cônjuge.
Não te deixarás dominar pelos teus instintos físicos.
Não terás um coração leviano e infiel.
Não te satisfarás apenas no sexo, mas te realizarás acima de tudo no amor.
VIII Não furtarás
Não vincularás tua satisfação às tuas posses.
Não te deixarás dominar pelo desejo do que não possuis.
Não usurparás a propriedade e o direito alheios.
Não deixarás de praticar a gratidão.
Não construirás uma imagem às custas do que não podes ter.
Não pensarás só em ti mesmo.
IX Não dirás falso testemunho
Não dirás mentiras.
Não dirás meias verdades.
Não acrescentarás nada à verdade.
Não retirarás nada da verdade.
Não destruirás teu próximo com tuas palavras.
Não dirás ter visto o que não vistes.
X Não cobiçarás
Não viverás em função do que não tens.
Não desprezarás o que tens.
Não te colocarás na condição de injustiçado.
Não desdenharás os méritos alheios.
Não duvidarás da equanimidade das dádivas de Deus.
Não viverás para fazer teu o que é do teu próximo, mas do teu próximo o que é teu.
Retirado do Blog de Ed Rene Kivitz
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Alcançando Pós-Modernos
O adventismo é uma coleção única de crenças e práticas, muitas das quais se encaixam bem com aqueles que cresceram dentro de um contexto pós-moderno. Se estamos dispostos a ver o Adventismo com olhos pós-modernos, poderíamos quem sabe achar uma maneira de transformar nosso mundo após o modelo de Jesus.
Modernismo
Para entender pós-modernos, primeiro você precisa entender os "modernos". A maioria daqueles que vão ler esse artico são "modernos". Os modernos valorizam o intelecto, a ciência, a lógica. Eles acreditam no que é lógico e rejeitam o que não é lógico. Eles vêem a vida como um séries de escolhas que cada indivíduo precisa fazer. O indivíduo pode escolher crer ou não em Deus, ou crer na Bíblia ou rejeitá-la. Na maioria dos casos, as escolhas são claras e uma pessoa íntegra verá claramente qual a escolha certa. O indivíduo não pode, por exemplo, ser Budista e Cristão ao mesmo tempo. Uma pessoa "moderna" sente que outra pessoa que não vê o mundo como ela vê, ou que escolheu diferente do que ela mesma, ou é estúpido ou ignorante. Temos que ter pena dela. A maioria dos comentários negativos a esse site mostram modernos contra modernos.
Pós-modernismo
Os pós-modernos são, em todos os respeitos, completamente opostos aos modernos. Pós-modernos crêem que há poucos ou nenhum absoluto. O pós-moderno se sente confortável em crer em Deus e no Darwinismo Ateísta. Pós-modernos não vêem problemas em que outras pessoas tenham uma visão completamente diferente da vida ou que não tenham nenhuma opinião sequer. Eles sentem que todos os sistemas de crença têm igual valor, que nenhum sistema de crença é superior a outro. Pós-modernos mostram juízo de valor somente contra uma coisa, a saber, o próprio juízo de valor. Por essa razão, a maioria dos pós-modernos vêem o Cristianismo com repulsa ou no mínimo, como suspeito. Eles vêem os cristãos e o Cristianismo como sendo nada mais do que um grupo de pessoas que odeiam aqueles que não são como eles. Pós-modernos não veriam nada de errado no título Judeu-Católico ou Adventista-Judeu.
O Adventismo e o Pós-modernismo
O Adventistmo tem três doutrinas únicas e uma posição filosófica que são unicamente atraentes aos pós-modernos.
O Sábado
Quando me perguntam sobre minhas crenças, eu sempre começo falando sobre o Sábado. Eu descrevo como ele é o maior dom que Deus deu após ele ter criado a Terra. É um feriado semanal. É um dia para ir à Igreja, passar tempo com amigos e realizar obras de caridade. É uma maneira de dizer "não" ao trabalho, "não" às compras, "não" à TV, "não" às preocupações. Quando eu termino de falar sobre o dom do sábado, a resposta típica é: "Que legal, hein! Não sei se eu conseguiria fazer isso mas tenho inveja de você." Não acho que alguma vez fui acusado de ser legalista ou esquisito por guardar o Sábado. Pós-modernos têm o mesmo problema com o estresse da vida. Eles têm menos propensão do que os modernos em pensar que ir à Igreja aos sábados é estranho como ir à Igreja aos domingos. A idéia de ter um dia inteiro separado para estar com os amigos e fazer o mundo um lugar melhor tem um apelo especial para eles.
Estado dos Mortos
Pós-modernos não crêem em um Deus judaico-cristão. Muitos têm a sensação de que algum tipo de poder superior existe. Quando olham para as crenças predominantemente cristãs, eles colidem com a visão tradicional do inferno, que diz que quem não é salvo tem uma alma que sobrevive no inferno, e são torturados por Deus toda a eternidade. Eles então perguntam como você pode chamar um Deus que tortura as almas para a eternidade de "amor'"? Eles têm sido quase sempre ensinados que a vida acaba na morte. Um Deus que não tortura seus inimigos, mas permite-lhes ir "dormir" o sono da morte tranquilamente é mais "amoroso".
Juízo Pré-Advento
Quando pensamos sobre o juízo, há duas visões: a tradicional igreja cristã diz que terei de estar diante de Deus e que ele vai analisar todas as coisas que tenho feito ou não. É claro que quando isso acontece os meus pecados serão como a areia do mar e os atos meritórios escassos. Embora eu saiba que, no fim, vou me segurar na justiça de Jesus, ainda assim vou ter que enfrentar estes momentos horríveis de humilhação enquanto a minha vida é analisada por Deus. A compreensão adventista do julgamento (juízo investigativo) ensina que isto irá acontecer no céu, enquanto eu ainda estou na terra (vivos ou mortos, dependendo de onde a minha vida é relativa à segunda vinda), e que quando o meu nome aparece, eu não vou ter que estar lá para enfrentar o meu pobre registro. Deus vai olhar para o registro e Jesus vai apresentar a defesa. Se eu disse sim a Jesus, então tudo que eu nunca vai ter de ouvir é: "Muito bem, servo bom e fiel!" O Deus da mente pós-moderna tem que ser gentil, amoroso e redentor. Um Deus que não vai intencional e desnecessariamente infligir dor. Um Deus que quer que nós tenhamos a felicidade não a dor.
A Mensagem da Saúde
Nos últimos anos, as igrejas cristãs fora do adventismo têm aumentado seu foco em como aplicar princípios bíblicos para fazer casamentos, empregos e relações de trabalho melhor. Esta é uma mudança de ênfase tradicional sobre o que acontece depois que você chegar ao céu. O adventismo acrescenta a tudo isso a idéia de que Deus quer que nós tenhamos um corpo físico saudável aqui na terra. Nós unicamente temos a visão de Deus como sendo holística. Isso se encaixa na visão pós-moderna.
Os Obstáculos
O adventismo tem dois atributos, nenhum verdadeiramente teológico, que farão com que seja extremamente difícil para nós aproveitarmos esta oportunidade.
A Necessidade de Provar Que Estamos Certos
Ao longo da história do adventismo temos "convertido" pessoas provando que o nosso entendimento das Escrituras é mais preciso do que o de outras igrejas. Se você entrar em qualquer livraria adventista em qualquer lugar, você vai encontrar conjuntos de Estudos Bíblicos em dezenas de sabores, mas no final das contas, eles são quase todos destinados a provar pelas Escrituras que estamos mais certos do que qualquer outra pessoa. Isso não significa nada para os pós-modernos. Pior, isso os fará sair correndo do adventismo. Eles realmente querem saber apenas duas coisas: Como o seu sistema de crença que você e sua vida de família é melhor? Como isso faz a vida dos outros melhor?
Pensar Que a Verdade Nos Salva
A verdade não vai salvar uma única pessoa. A princípio isto pode parecer heresia, mas é a teologia bíblica. Somos salvos por causa da nossa relação com Jesus Cristo. Temos que estar focados em ensinar aos pós-modernos como ter um relacionamento com Jesus Cristo. Os pós-modernos valorizam relacionamentos acima de tudo. Os adventistas ficam apreensivos sobre relacionamentos. Tendemos a ser muito individualistas. Nós podemos ser superficialmente amigáveis, mas relutamos em ter intimidade com o outro, principalmente se ele/ela não crê como nós. A menos que estejamos dispostos a um modelo de relações abertas, vulneráveis, para compartilhar abertamente as nossas vidas com aqueles que vêem o mundo de maneira muito diferente, vamos perder esta grande oportunidade.
Autor: Stephen M. é oficial da Associação Adventista da Califórnia Central, EUA.
Retirado do Site Adventismo Relevante (do meu grande e ilustre amigo André Reis)
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
AS JABUTICABAS
“Contei meus anos e descobri que, com absoluta certeza, terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena.”
“O essencial sabe quem é?? Deus! Aquele que nos deu a vida de graca, sem termos feito nada para merecermos, por amor, porque Deus é amor.”
(Peguei a dica do texto com a amiga Kátia Rocha no Twitter... Não pude deixar de compartilhar com vocês!)
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