quarta-feira, 27 de abril de 2011
Alcançando Pós-Modernos
O adventismo é uma coleção única de crenças e práticas, muitas das quais se encaixam bem com aqueles que cresceram dentro de um contexto pós-moderno. Se estamos dispostos a ver o Adventismo com olhos pós-modernos, poderíamos quem sabe achar uma maneira de transformar nosso mundo após o modelo de Jesus.
Modernismo
Para entender pós-modernos, primeiro você precisa entender os "modernos". A maioria daqueles que vão ler esse artico são "modernos". Os modernos valorizam o intelecto, a ciência, a lógica. Eles acreditam no que é lógico e rejeitam o que não é lógico. Eles vêem a vida como um séries de escolhas que cada indivíduo precisa fazer. O indivíduo pode escolher crer ou não em Deus, ou crer na Bíblia ou rejeitá-la. Na maioria dos casos, as escolhas são claras e uma pessoa íntegra verá claramente qual a escolha certa. O indivíduo não pode, por exemplo, ser Budista e Cristão ao mesmo tempo. Uma pessoa "moderna" sente que outra pessoa que não vê o mundo como ela vê, ou que escolheu diferente do que ela mesma, ou é estúpido ou ignorante. Temos que ter pena dela. A maioria dos comentários negativos a esse site mostram modernos contra modernos.
Pós-modernismo
Os pós-modernos são, em todos os respeitos, completamente opostos aos modernos. Pós-modernos crêem que há poucos ou nenhum absoluto. O pós-moderno se sente confortável em crer em Deus e no Darwinismo Ateísta. Pós-modernos não vêem problemas em que outras pessoas tenham uma visão completamente diferente da vida ou que não tenham nenhuma opinião sequer. Eles sentem que todos os sistemas de crença têm igual valor, que nenhum sistema de crença é superior a outro. Pós-modernos mostram juízo de valor somente contra uma coisa, a saber, o próprio juízo de valor. Por essa razão, a maioria dos pós-modernos vêem o Cristianismo com repulsa ou no mínimo, como suspeito. Eles vêem os cristãos e o Cristianismo como sendo nada mais do que um grupo de pessoas que odeiam aqueles que não são como eles. Pós-modernos não veriam nada de errado no título Judeu-Católico ou Adventista-Judeu.
O Adventismo e o Pós-modernismo
O Adventistmo tem três doutrinas únicas e uma posição filosófica que são unicamente atraentes aos pós-modernos.
O Sábado
Quando me perguntam sobre minhas crenças, eu sempre começo falando sobre o Sábado. Eu descrevo como ele é o maior dom que Deus deu após ele ter criado a Terra. É um feriado semanal. É um dia para ir à Igreja, passar tempo com amigos e realizar obras de caridade. É uma maneira de dizer "não" ao trabalho, "não" às compras, "não" à TV, "não" às preocupações. Quando eu termino de falar sobre o dom do sábado, a resposta típica é: "Que legal, hein! Não sei se eu conseguiria fazer isso mas tenho inveja de você." Não acho que alguma vez fui acusado de ser legalista ou esquisito por guardar o Sábado. Pós-modernos têm o mesmo problema com o estresse da vida. Eles têm menos propensão do que os modernos em pensar que ir à Igreja aos sábados é estranho como ir à Igreja aos domingos. A idéia de ter um dia inteiro separado para estar com os amigos e fazer o mundo um lugar melhor tem um apelo especial para eles.
Estado dos Mortos
Pós-modernos não crêem em um Deus judaico-cristão. Muitos têm a sensação de que algum tipo de poder superior existe. Quando olham para as crenças predominantemente cristãs, eles colidem com a visão tradicional do inferno, que diz que quem não é salvo tem uma alma que sobrevive no inferno, e são torturados por Deus toda a eternidade. Eles então perguntam como você pode chamar um Deus que tortura as almas para a eternidade de "amor'"? Eles têm sido quase sempre ensinados que a vida acaba na morte. Um Deus que não tortura seus inimigos, mas permite-lhes ir "dormir" o sono da morte tranquilamente é mais "amoroso".
Juízo Pré-Advento
Quando pensamos sobre o juízo, há duas visões: a tradicional igreja cristã diz que terei de estar diante de Deus e que ele vai analisar todas as coisas que tenho feito ou não. É claro que quando isso acontece os meus pecados serão como a areia do mar e os atos meritórios escassos. Embora eu saiba que, no fim, vou me segurar na justiça de Jesus, ainda assim vou ter que enfrentar estes momentos horríveis de humilhação enquanto a minha vida é analisada por Deus. A compreensão adventista do julgamento (juízo investigativo) ensina que isto irá acontecer no céu, enquanto eu ainda estou na terra (vivos ou mortos, dependendo de onde a minha vida é relativa à segunda vinda), e que quando o meu nome aparece, eu não vou ter que estar lá para enfrentar o meu pobre registro. Deus vai olhar para o registro e Jesus vai apresentar a defesa. Se eu disse sim a Jesus, então tudo que eu nunca vai ter de ouvir é: "Muito bem, servo bom e fiel!" O Deus da mente pós-moderna tem que ser gentil, amoroso e redentor. Um Deus que não vai intencional e desnecessariamente infligir dor. Um Deus que quer que nós tenhamos a felicidade não a dor.
A Mensagem da Saúde
Nos últimos anos, as igrejas cristãs fora do adventismo têm aumentado seu foco em como aplicar princípios bíblicos para fazer casamentos, empregos e relações de trabalho melhor. Esta é uma mudança de ênfase tradicional sobre o que acontece depois que você chegar ao céu. O adventismo acrescenta a tudo isso a idéia de que Deus quer que nós tenhamos um corpo físico saudável aqui na terra. Nós unicamente temos a visão de Deus como sendo holística. Isso se encaixa na visão pós-moderna.
Os Obstáculos
O adventismo tem dois atributos, nenhum verdadeiramente teológico, que farão com que seja extremamente difícil para nós aproveitarmos esta oportunidade.
A Necessidade de Provar Que Estamos Certos
Ao longo da história do adventismo temos "convertido" pessoas provando que o nosso entendimento das Escrituras é mais preciso do que o de outras igrejas. Se você entrar em qualquer livraria adventista em qualquer lugar, você vai encontrar conjuntos de Estudos Bíblicos em dezenas de sabores, mas no final das contas, eles são quase todos destinados a provar pelas Escrituras que estamos mais certos do que qualquer outra pessoa. Isso não significa nada para os pós-modernos. Pior, isso os fará sair correndo do adventismo. Eles realmente querem saber apenas duas coisas: Como o seu sistema de crença que você e sua vida de família é melhor? Como isso faz a vida dos outros melhor?
Pensar Que a Verdade Nos Salva
A verdade não vai salvar uma única pessoa. A princípio isto pode parecer heresia, mas é a teologia bíblica. Somos salvos por causa da nossa relação com Jesus Cristo. Temos que estar focados em ensinar aos pós-modernos como ter um relacionamento com Jesus Cristo. Os pós-modernos valorizam relacionamentos acima de tudo. Os adventistas ficam apreensivos sobre relacionamentos. Tendemos a ser muito individualistas. Nós podemos ser superficialmente amigáveis, mas relutamos em ter intimidade com o outro, principalmente se ele/ela não crê como nós. A menos que estejamos dispostos a um modelo de relações abertas, vulneráveis, para compartilhar abertamente as nossas vidas com aqueles que vêem o mundo de maneira muito diferente, vamos perder esta grande oportunidade.
Autor: Stephen M. é oficial da Associação Adventista da Califórnia Central, EUA.
Retirado do Site Adventismo Relevante (do meu grande e ilustre amigo André Reis)
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
AS JABUTICABAS
“Contei meus anos e descobri que, com absoluta certeza, terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.
O essencial faz a vida valer a pena.”
“O essencial sabe quem é?? Deus! Aquele que nos deu a vida de graca, sem termos feito nada para merecermos, por amor, porque Deus é amor.”
(Peguei a dica do texto com a amiga Kátia Rocha no Twitter... Não pude deixar de compartilhar com vocês!)
sábado, 26 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Reavivamento e Reforma: qual a trilha sonora?
Hoje, clama-se por reavivamento e reforma. A trilha sonora tem que ser a mesma de séculos passados?
Os hinos compostos no século XIX eram um produto de seu tempo e falavam diretamente às pessoas daquele tempo. Alguns deles, por motivos variados, romperam a barreira do tempo e ainda hoje soam belos. Outros, porém, não envelheceram muito bem. Por isso, de vez em quando são substituídos por novos hinos.
Na época da Reforma, Lutero compôs hinos que falavam a nova língua doutrinária e para isso usou um novo idioma musical. No tempo do Grande Reavivamento dos séculos 18 e 19, outros compositores fizeram músicas que falavam a língua da renovação espiritual que florescia. E para isso, usaram um novo idioma musical, que já não era mais o de Lutero.
Isso não quer dizer que devamos ungir os hinos e mandá-los para o cemitério das línguas mortas. De modo algum. Muitos deles ainda têm muito a nos dizer. E penso que tenham mais a nos dizer do que boa parte dos louvores de DVDs gravados ao vivo e derramados de unção.
O conteúdo de um hinário tradicional aborda uma grande variedade de temas, cobre séculos de linhagem poética e musical e confirma as doutrinas com adequado senso hermenêutico. Além disso, entre aqueles mais de 600 hinos, vários deles apresentam a linearidade histórica e teleológica do relato bíblico da criação, queda, sacrifício de Jesus, esperança de vida eterna e segunda vinda de Cristo em suas 3 ou 4 estrofes (ver Quão Grande és Tu, Porque Ele vive, Sou Feliz).
No passado, não foi a mudança de estilos musicais que fez a igreja cantar. Antes, foi a renovação espiritual que levou a igreja a cantar e produzir novos (e antigos) modelos de música.
A tarefa do compositor cristão não é fácil. Ele precisa encontrar a “linguagem musical” sem perder de vista sua identidade bíblica. Ele necessita conciliar a “velha e feliz história” com a inovação artística. Ele deve cuidar de modernizar a mensagem sem “mundanizar” a embalagem.
O músico cristão não deve desprezar o legado musical de sua igreja. Antes, a história dos grandes e pequenos evangelistas e compositores do passado deviam servir para inspirá-lo a grandes mudanças espirituais e suaves mudanças estilísticas.
Nas palavras do poeta T. S. Eliot: a tradição é inescapável e cabe ao poeta comentá-la para renová-la, jamais desprezar seu peso.
Embora eu esteja longe dos profetas maiores e tão perto dos compositores menores, uno-me a você, meu caro poeta e compositor. Vamos renovar a tradição musical sem jamais desprezar sua importância e significado ainda hoje. É verdade que nossa música nunca estará à altura da música do céu. Mas não tenhamos receio. A graça divina cobre até nossos farrapos musicais.
(Artigo que li no Blog Nota na Pauta: http://notanapauta.blogspot.com/2011/01/reavivamento-reforma-e-musica.html). Recomendo que ele esteja na sua lista de favoritos!!!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Seja RADICAL...Seja Extremista...
Antes que se assuste com minha proposta, leia Apocalipse 3: 15 e 16
"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!
Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca."
Qual é o recado aqui???
Conseguiu ler nas "entrelinhas" o que Jesus está dizendo???
Indo direto ao ponto: Seja radical!!! Seja extremista!!!
Pelo texto, os "equilibrados" serão vomitados...
Vivemos numa tal pós-modernidade onde tudo é relativo, e não existe mais espaço para verdades absolutas, e posições definidas. Tudo parece meio camuflado, nebuloso...
Só que precisamos, dentro de um contexto espiritual do bem X mal tomar posição clara, definida.
Ficar em cima do muro - não é isso que Jesus espera de você!!!
Existem questões em que precisamos ser RADICAIS ( e você sabia que etmologicamente isso quer dizer: ter raízes, estar enraízado... ter posição bem definida).
Entre PECADO e SANTIDADE - está claro que precisamos estar em um extremo. Não dá pra ser "equilibrado" (um pouco santo, um pouco me afundando no pecado). Você SABE onde Jesus quer que VOCÊ esteja!!!
Entre CÉU e INFERNO - você sabe que você precisa estar radicalmente do lado celestial.
Entendeu? Existem princípios em nossa vida que precisamos RADICALMENTE vivê-los, sem abrir mão de um centímetro.
É tudo ou nada!!!
Aí vem o inimigo de nossas almas, com a conversa mole do equilíbrio... Se esse "equilíbrio" te leva a viver sem firmeza em suas convicções, ele passa a ser uma armadilha.
Ora bolas, EU QUERO SER RADICAL SIM!!!
Estou ao lado de Jesus e não negocio isso jamais.
Jesus está te fazendo um convite: "Seja radical"
Qual será sua resposta???
"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!
Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca."
Qual é o recado aqui???
Conseguiu ler nas "entrelinhas" o que Jesus está dizendo???
Indo direto ao ponto: Seja radical!!! Seja extremista!!!
Pelo texto, os "equilibrados" serão vomitados...
Vivemos numa tal pós-modernidade onde tudo é relativo, e não existe mais espaço para verdades absolutas, e posições definidas. Tudo parece meio camuflado, nebuloso...
Só que precisamos, dentro de um contexto espiritual do bem X mal tomar posição clara, definida.
Ficar em cima do muro - não é isso que Jesus espera de você!!!
Existem questões em que precisamos ser RADICAIS ( e você sabia que etmologicamente isso quer dizer: ter raízes, estar enraízado... ter posição bem definida).
Entre PECADO e SANTIDADE - está claro que precisamos estar em um extremo. Não dá pra ser "equilibrado" (um pouco santo, um pouco me afundando no pecado). Você SABE onde Jesus quer que VOCÊ esteja!!!
Entre CÉU e INFERNO - você sabe que você precisa estar radicalmente do lado celestial.
Entendeu? Existem princípios em nossa vida que precisamos RADICALMENTE vivê-los, sem abrir mão de um centímetro.
É tudo ou nada!!!
Aí vem o inimigo de nossas almas, com a conversa mole do equilíbrio... Se esse "equilíbrio" te leva a viver sem firmeza em suas convicções, ele passa a ser uma armadilha.
Ora bolas, EU QUERO SER RADICAL SIM!!!
Estou ao lado de Jesus e não negocio isso jamais.
Jesus está te fazendo um convite: "Seja radical"
Qual será sua resposta???
sábado, 15 de janeiro de 2011
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